Economia

Fed mantém juros; CBS, balanço do Santander e Giro da Bolsa

Juros americanos, CBS e balanço do Santander conectados ao bolso, com Giro da Bolsa parcial e horários de apuração da edição 18h de 28/10/2026.

5:19 · Português · Com legendas

Por Ilustrando · Publicado no portal em (Brasília).

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O Fed manteve a taxa: o efeito passa por mais de uma etapa

O Federal Reserve manteve, em 28 de outubro de 2026, a faixa dos juros americanos entre 3,75% e 4,00% ao ano. O comunicado saiu às 15h de Brasília: dez integrantes votaram pela manutenção e dois defendiam uma alta de 0,25 ponto percentual. Não houve aumento nem redução nessa decisão, e a manutenção não representa uma promessa de corte na próxima reunião.

Juros elevados nos Estados Unidos podem tornar aplicações em dólar mais atraentes e influenciar fluxos de recursos e câmbio. Isso ajuda a entender como uma decisão em Washington pode chegar ao preço de um produto importado no Brasil. O efeito não é automático: condições locais e outras notícias também pesam, e o Fed sozinho não determina a cotação.

A simulação do boletim mantém um produto em US$100 e os demais custos iguais. Com dólar a R$5,00, a conversão seria R$500; a R$5,50, seria R$550. A diferença de R$50 ilustra apenas a mudança cambial nessas hipóteses. Ela não é uma previsão de preço nem o cálculo completo de uma compra.

Selic vigente, expectativas e o próximo Copom

No Brasil, a meta Selic registrada para 28/10 era 13,75% ao ano. Ela influencia o custo do dinheiro, mas não se transforma diretamente na taxa de um financiamento: prazo, risco e condições da operação participam dessa conta.

No Focus de 23/10/2026, a mediana dos participantes apontava IPCA de 5,19% em 2026 e Selic de 13,25% ao fim do ano. São expectativas dos participantes daquela pesquisa, diferentes da inflação já medida e de uma decisão do Banco Central. A próxima reunião ordinária do Copom estava prevista para 3 e 4 de novembro; o calendário não antecipa seu resultado.

CBS: cálculo de referência não é reajuste igual para todos

O TCU aprovou em 28/10 o cálculo de 11,3% como alíquota de referência da CBS para 2027. A contribuição federal sobre o consumo substituirá PIS e Cofins. O estágio acompanhado é o da conferência do cálculo: conforme a Agência Brasil, o resultado segue para o Senado, responsável por fixar a alíquota por resolução.

Isso não significa que uma cobrança de 11,3% começou naquele momento em toda compra, nem que todo produto ficará 11,3% mais caro. A reforma reorganiza tributos existentes e envolve regras e créditos conforme a operação. O impacto no bolso exige comparar a cobrança anterior com a nova e acompanhar o preço final; olhar apenas a alíquota não resolve essa comparação.

Santander: lucro menor continua sendo lucro nesse indicador

O informe do Santander Brasil apresentou lucro líquido gerencial recorrente de R$2,9 bilhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 28% frente ao mesmo trimestre de 2025. A comparação é do resultado brasileiro nesse indicador e período, conforme os dados divulgados pela empresa.

O documento registra um cenário de crédito desafiador. A redução do lucro não deve ser chamada de prejuízo: o resultado informado continuava positivo. Também é necessário separar o desempenho operacional do movimento das ações. Um balanço e uma cotação respondem a perguntas diferentes; a queda de um papel, por si só, não significa falência.

Giro da Bolsa: uma fotografia parcial com horário

Os dados do Giro foram reunidos até 16h41 de 28/10, com horários individuais e atraso. Às 16h25min30s, o Ibovespa estava em 171.211,98 pontos, queda calculada de 2,56% frente aos 175.710 pontos do fechamento de 27/10. O dólar indicativo USD/BRL era R$5,3468 por US$1, recuo de 0,10%, às 16h34min59s. Esse indicador não é PTAX nem câmbio-turismo. Nenhum dos dois valores é apresentado como fechamento ou como cotação no instante em que a página é lida.

O gráfico da semana compara 176.608 pontos no fechamento de 26/10, 175.710 no de 27/10 e a parcial de 28/10. Não há dados futuros de quinta ou sexta. No ranking dos 76 papéis da carteira do Ibovespa, as maiores altas do retrato foram PRIO3, com 3,35%, e WEGE3, com 2,53%; as maiores baixas, VAMO3, com 13,40% de queda, e CSAN3, com 11,57%. Os horários individuais desse ranking vão de 16h26min10s a 16h26min23s. O universo é o índice, não toda a B3, e o retrato não identifica uma causa única para cada movimento.

Ouro, Bitcoin e petróleo também conservam seus instrumentos e horários

No radar, o ouro futuro de dezembro de 2026 na COMEX marcava US$4.065,00 por onça-troy às 16h24min56s. O Bitcoin estava em US$81.246,37 por unidade às 16h34min49s, sem percentual de variação na edição por divergência de base. O futuro WTI de dezembro de 2026 na NYMEX era US$102,72 por barril às 16h24min49s. Todos os horários são de Brasília, em 28/10.

O petróleo conversa com o tema do diesel e do frete, mas barril, preço do combustível e custo do transporte são etapas diferentes. Câmbio e outros custos fazem parte do caminho; a variação do barril não chega diretamente à bomba. O fio da edição é compreender os custos de comprar, financiar e produzir, mantendo separados resultado observado, simulação e expectativa.

Fontes e referências

Consulte as origens usadas na apuração e na explicação deste episódio.

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